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Os superpoderes de Jason Vorhees

June 13th, 2010 Fernando Shayani No comments
Jason Vorhees

Jason Vorhees

Começei a escrever este post ano passado, e ficou no esquecimento por muito tempo, mas é hora de terminá-lo e publica-lo.

Não sei porque eu tinha medo destes filmes quando eu era criança. Pra terem idéia, eu nunca havia assistido o primeiro filme da série até o ano de 2009, mas fiz questão de assistir a versão original (e não o remake), e todos os outros filmes da série.

É muito divertido assistir este filme com os efeitos trashs dos anos 80! Os efeitos são, no mínimo, bizonhos. E, o melhor de tudo: Jason tem superpoderes! Ele é um superherói (caothic/evil)!

Listo abaixo alguns de seus superpoderes que eu notei e suas comprovações. Não precisarei de referências específicas porque imagino que os leitores já tenham assistido algum filme da série, não importa qual. (Sexta-feira 13 é que nem Rambo. Se você assistir Rambo 1, 2, 3 ou 4 ou assistir o Rambo 1 quatro vezes dá na mesma!)

  • Teletransporte: Este é o principal superpoder de Jason Voorhees. Tão claro e evidente que todos filmes de terror absorveram, como por osmose, este poder (isso inclui filmes de Zumbi). Inúmeras vezes vimos uma pobre vitma, prestes a morrer, com a cara derretendo de pânico, sair correndo pela floresta após ter encontrado face-a-face com nosso herói Jason. A quase-morta-vitma corre para o lado contrário mais rápido que Ben Johnson chapado e depois de 5 Km tromba com nosso goleiro de hockey parado na floresta, com o facão na mão, esperando pra abrir a cabeça do infeliz. Definitivamente, um teletransporte.
Freddy Krueger

Freddy Krueger

  • Auto-regeneração: Esse dá inveja até no Wolverine. Depois de levar facãozadas, machada na cabeça, ser dissolvido em lixo tóxico e principalmente, despencar do espaço e queimar na atmosfera, ele continua andando e matando todo mundo. Ainda não vi ele ser separado de sua cabeça, mas se isso acontecer algum dia aposto que voltará à vida, o que não aconteceria a bicha do Freddy Krueger.
  • Super-força: Essa é rápida de explicar. Na parte 3 ele amassa a cabeça de um cara com as mãos, até que os olhos saltam! Pronto: super-força!
  • Levitação: Não que o Jason possa voar (o que eu não duvido que venha a poder algum dia), mas no mínimo ele flutua no ar 1cm do chão, porque ele consegue aproximar-se sorrateiramente de todas as vitmas sem que elas ouçam qualquer barulho! Acredito também que ele deva ser inidoro, porque eu aposto que ele deveria feder muito, mas ninguém sente também nenhum cê-cê quando ele está perto.

Com certeza devem haver mais super-poderem do Jason, mas ficou cada vez mais difícil de assistir os filmes e prestar atenção ao mesmo tempo. O Sexta-Feira 13 Parte VIII – Jason Takes Manhattan foi muito difícil de assistir. O filme seguinte, nem se fala.

Se você viu algum outro super-poder do Jason que eu não listei, deixe seu comentário!

More Arnold

May 19th, 2010 Fernando Shayani 1 comment

Da série “Pérolas da Internet”: Um fã de Arnold Shwarzenegger criou uma compilação de vídeos com frases clássicas de seus filmes, e acreditem, tem realmente muita coisa boa. Sem dúvida, os diálogos do Arnold Schwarzenegger são underrated.

PS: O meu favorito é aos 1:40 do primeiro filme. Representa tudo o que eu sou num jogo de RPG.

Eu sou trash!

July 5th, 2009 Kika 1 comment

Já disse aqui uma vez que sou fã de dois gêneros cinematográficos: terror e trash. Também já disse que se for terror-trash, even better… Daí, pra responder as perguntas das minhas tias, que insistem em querer saber porque eu não tenho um namorado, acho que um dos melhores motivos é esse meu (bom) gosto peculiar… Então, vamos ao post (já que larguei a massagem pra vir aqui…).

É preciso ter em mente que existem alguns conceitos cuja explicação se faz necessária pra entender o meu gosto. Muitas vezes filmes trash são confundidos com outros gêneros, cuja tênue linha do mau ou do bom gosto são ultrapassadas.

Existem os chamados filmes “EXPLOITATION“, que são filmes geralmente baratos – mas não necessariamente trash – e que visam o lucro fácil e rápido abusando de cenas apelativas de violência e sexo.

Outros tipos de filmes exploitation são aquelas versões de obras já conhecidas, pra se aproveitarem do sucesso destas, como, por exemplo, a versão turca de Star Wars (sim, existe uma versão turca). Não faz muito o meu gênero, a não ser que comece a cair para o apelativo do ridículo. Daí eu gosto.

Sabe aquele cubo mágico? Não é nada diante dos brinquedinhos de Jigsaw...

Sabe aquele cubo mágico? Não é nada diante dos brinquedinhos de Jigsaw...

Outro gênero é o “GORE“, que são geralmente filmes bastante violentos, onde a abundância de sangue e de mutilação é o que mais se vê. Quem pode dizer que “O Albergue” e “Jogos Mortais” e suas sequências não são gore? Mesmo o hollywoodiano Tarantino pode ser gore. É, esse gênero eu também gosto bastante. Fazer o quê?

Existe o cinema “MONDO“, já para o lado dos documentários, onde se mostra padrões, culturas e hábitos voltados para bizarrices (pelo menos para os nossos padrões). Não gosto. De bizarrice basta o que me acontece na vida.

Tem os filmes “SNUFF” que, supostamente, são filmes reais, de abuso, tortura, até a morte da vítima. A existência desses filmes é muito questionada até hoje, mas o fato é que existem simulações de filmes snuff famosos no submundo cinematográfico (!) que deixam os mais experientes de cabelo em pé. Desses, eu passo longe.

E por fim, aquilo que eu realmente gosto. Filmes “TRASH“. Geralmente são filmes baratos e de baixa qualidade e, na maioria das vezes, são cômicos, sem que essa tenha sido a intenção em momento algum. Contam com interpretações em sua maioria amadora, roteiro falho, não contratam continuísta (pra que uma cena teria que ter continuação e sentido?), a direção é ruim e a produção ainda pior. Esses são os melhores filmes EVER!

O sangue visivelmente feito de catchup, tripas mais falsas do que nota de 30 reais, fios de nylon aparecendo, histórias sem pé nem cabeça, absurdos até então inimagináveis, monstros feitos de bonecos emprestados da coleção do Spectreman (ou do Jaspion, se você for um pouco mais novo que eu), tudo isso reunido em duas horas – quando muito – de diversão ao extremo.

Como não gostar de uma história sobre baratas mutantes assassinas que, no meio do filme, aprendem a ler e escrever? Ou um outro, cujo título já te alerta pro que vem: “Even The Dwarfs Started Small”? O filme é em preto e branco, em alemão e só tem anões bizarros no elenco liderando uma rebelião numa instituição para anões. Fantástico! Esse filme eu recebi por engano quando encomendei o das baratas, comentado acima. O meu fornecedor se desculpou e disse que tinha trocado encomendas, que o dos anões foi pedido por um cara que acabou recebendo o meu das baratas. Na mesma hora eu pedi pra ele o telefone e o nome do cara. Minha alma gêmea!!!

Megashark x The Giant Octopus, Zombie Strippers, Canibal – The Musical (de Trey Parker, sim, ele mesmo, o diretor de South Park), Bubba Ho-Tep (com ninguém menos que o maravilhoso Bruce Campbell, de The Evil Dead), Fun House (que os trintões como eu assistiram na tv aberta como “Pague para entrar, reze para sair”), o clássico O Ataque dos Tomates Assassinos e outros tantos, que fazem a alegria da nossa turma nas noitadas trash que organizo aqui em casa. São filmes impagáveis, diversão na certa, gargalhadas mais que garantidas e depois, uma mesa redonda que vale a noite inteira de discussão sobre a “obra-prima” vista.

Deixe aí de lado o seu preconceito e experimente. É viciante. Você vai, no mínimo, ter assunto pra fazer seus amigos rirem por um bom tempo.

Um Elvis caquético (Bruce Campbell) e um black John Kennedy têm que salvar os velhinhos do asilo onde moram, das garras de uma terrível múmia... Precisa mais?

Um Elvis caquético (Bruce Campbell) e um black John Kennedy têm que salvar os velhinhos do asilo onde moram, das garras de uma terrível múmia... Precisa mais?

Sal e Cinema

June 12th, 2009 Fernando Shayani 6 comments

Amigos, segue abaixo o comentário de nosso amigo ET, o qual possui vastos conhecimentos em cinema, quadrinhos e adaptações de quadrinhos para cinemas, além é claro de outros assuntos geeks.

Fernando Shayani


Robocop 2010

Robocop 2010

Faz um tempo que venho notando, mesmo sem ser um expert na telona, que está faltando sal nas salas de cinema. Não o da pipoca, mas aquele que faz a gente sair de casa, pagar uma fortuna para ver um filme e dizer: ……..(quer dizer, não dizer nada, ficar calado, boquiaberto, sem reação). Isso mesmo. Faz tempo que não vejo uma obra prima, daquelas que me deixa pensativo, que me faz ligar para o Shayani para discutir algum ponto dúbio, ou que, por fim, me faça pagar (uma fortuna) para vê-la de novo.

Concluí que há um fenômeno no ar/salas que poucos notam: ultimamente os estúdios só fazem filmes ou de História em Quadrinhos, ou de livros ou remakes. Não vou entrar no mérito de que os dois primeiros são mídias diferentes e a maioria das adaptações são muito ruins, mas o que me impressiona é também a quantidade de remakes que estão surgindo. Nem Aranofsky sobrou: vai filmar Robocop. Estão na lista: A Hora do Pesadelo, Guerra dos Mundos, O Dia em que a Terra parou, Hellraiser (novo ainda), O Vingador do Futuro (acredite se quiser), etc, etc, etc.

No fundo, como os filmes antigos eram muito bons, com os remakes, estou tendo que pagar uma nova entrada nos cinemas. Aí você busca aquele resquício de sal no fundo do copo de pipoca tentando achar que aquilo tudo é novo, mas não é. Chega uma hora que você quer novidade, um novo Matrix, sei lá.

Pois é, só sei que a minha boca tá insossa e o que me resta são as séries. Lost que o diga.

ET