Archive

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Mangás (não, não é sobre uma fruta)

December 9th, 2009 Rodrigo No comments

Primeiro: é uma honra ser convidado pra postar aqui no TheSheldons.
Segundo: o blog anda bem parado, por isso vim aqui postar algo.

Não sou muito conhecedor de HQs, mas sou leitor assíduo de Mangás, os quadrinhos japoneses.

A principal diferença é no tipo de leitura, que no padrão japonês segue da direita pra esquerda:

Shaman Stop!!!

Os mangás são publicados no Japão um capítulo por semana em revistas específicas que publicam diversos títulos, com média de 17 páginas por capítulo. Depois que um título acumula mais ou menos 200 páginas, os capítulos são compilados num volume especial chamado Tankobon, que tem capa especial e algumas páginas coloridas.

Quanto a tema das historias, existem de absolutamente todos os tipos: ação, lutas, superpoderes, sobrenatural, esportes, cotidiano, terror, etc, sendo os mangás mais destinados ao público masculino classificados de “shonen” e os mais destinados ao público feminino classificados de “shojo”. Existem ainda as classificações “Seinen” e “Josei”, que são mangás com temas  mais maduros equivalentes, respectivamente, ao Shonen e Shojo.

Apesar das classificações, não existe nenhum mangá exclusivo para um determinado gênero. Eu mesmo tenho várias coleções de diversos gêneros, já que coleciono mangás há 10 anos.

Mas, infelizmente, mangás são ainda pouco divulgados aqui no ocidente. São pouquíssimos os títulos publicados por aqui. Então finalizo com uma dica pra quem quiser conhecer sobre mangás:

www.onemanga.com

Tem muitos títulos nesse site disponíveis pra leitura online (e gratuita), todos trabalhos de Fansubs (que são grupos de fãs que recebem scans dos originais japoneses e os traduzem pro inglês, francês, português…). No site estão todos em inglês, embora existam Fansubs brazucas. Mas digamos que os brazucas são mais lentos e menos dedicados.

Vida longa aos mangás e ao TheSheldons!

The Beauty and The Geek

September 22nd, 2009 Kika 2 comments

De um lado periguetes mulheres gostosas (não na minha opinião, but…) e que não conseguem sequer somar 2 e 2. Do outro, nerds feiosos antenados em tecnologia e demais assuntos, mas que não possuem habilidade social alguma. Quer que desenhe?

Did you get the picture?

Did you get the picture?

Então. Juntem as turmas, confinadas numa mansão. Meninas fashion, baladeiras, antenadas em moda, comportamento social, grifes, silicone, maquiagem e com um QI de um só dígito.  Rapazes super inteligentes, com vasto conhecimento em tecnologia, tímidos, desajeitados e desconjuntados (como diria a minha avó).

Mulheres que se importam com a aparência e homens que esperam ansiosamente pelos novos lançamentos dos bonecos de Star Wars. Mulheres bonitas que pensam acham que o Arkansas é um país e homens inteligentes, porém feios, sem nenhuma experiência com mulheres.

Mulheres que não têm assunto com os homens da casa e homens que pouco se importam com o tamanho dos peitos delas. Mulheres que chegam ao cúmulo de dizer que o texto mais longo que já leram foi uma meia página de uma revista feminina.

Welcome to The Beauty and The Geek (ou As Gostosas e os Geeks, na tradução brasileira), o reality show que teve cinco temporadas nos EUA e chega à terceira temporada no Brasil.

São formados pares que têm que passar por provas, tanto de inteligência – pelo lado das meninas, quanto de moda, beleza, habilidades sociais – pelo lado dos rapazes. O “casal” que mais aprender um com o outro e se sair melhor nas provas do programa leva o prêmio de 250 mil dólares.

Ó a merda feita.

Chega a ser constrangedora a burrice da mulherada. E hilária também. Quer um exemplo? Num dos episódios finais de temporada sobraram dois geeks e duas periguetes gostosas. Um dos geeks se apresentou e as garotas tinham que tirar “pedra, papel e tesoura”, pra ver qual delas ia fazer par com ele. Ok, até uma colocar pedra e outra papel.

Guess what? AS DUAS se levantaram, comemorando. Oh man! É de matar de rir.

Ficou curioso? O horário é meio ingrato mas, se você é mais um geek leitor deste blog (muuuito provável), não vai ter nenhum programa mesmo. Sábado – 22h45, no Multishow.

;)

Tom’s Diner…

August 26th, 2009 Sami No comments

winamp

Vamos lá. Post novo. Pra variar, deve ficar um pouco longo.

Na época de faculdade, ao me dar conta que eu odiava direito, resolvi direcionar o lado jurídico pra parte de Internet, que é o que realmente gosto. Entre outros assuntos, comecei a estudar a questão da evolução do conceito de propriedade intelectual na Sociedade da Informação. Como os direitos autorais existem nesse mundo de dvdrip, mp3, e torrent?

Nesses estudos, resolvi, até por curiosidade própria, aprender um pouco mais sobre o catalisador do processo de compartilhamento de arquivos em grande escala pela internet: o MP3.

Explica-se: a questão de envio, troca de dados via rede é antiga, surgiu nos anos 60. A questão toda sempre foi quantidade de dados X largura de banda de transmissão. Hoje, a banda é imensa, e os dados compartilhados são menores, em função de algoritmos de compressão. São os codecs de que se escuta falar (compressor-decompressor). Temos o dvix, o xvid, entre vários outros (esse assunto é mais da área do Shayani)

Mas, “todo mundo” hoje sabe o que é MP3, mas não sabe direito “o que” é MP3, então pensei em escrever sobre isso.

O MP3 significa “MPEG-1 Audio Layer 3” e é um formato de codificação de informações. No caso em tela, dados de áudio. Ele foi criado pelo “Moving Picture Experts Group” (MPEG), em uma série de laboratorário, com destaque para o Instituto Fraunhofer, na Alemanha (“ze germans, tommy!”)

O seu objetivo é comprimir as informações, alterar, fazer o que for, para reduzir o seu tamanho, podendo assim enviá-las pela rede (hoje, em tempos de real banda larga, acho até mais importante a questão do armazenamento do que a transmissão em si. Eu tenho uns 40 giga de música. Imagina como isso seria sem compressão?)

O MP3 é um tipo de compressão de dados conhecida como lossy (com perda, em oposição a lossless, sem perda), porque informações são perdidas, descartadas. Como, então, conseguimos ainda escutar a música toda? Bom, aí é que está a sacada: quais os dados que são descartados na compressão.

darth_vader_ipodInicialmente, o que determina isso (e, conseqüentemente, a sua qualidade) é o chamado bit rate , que corresponde à “quantos kilobits o arquivo pode usar por segundo de áudio”. Logicamente, quanto mais kilobits (maior o bit rate) melhor será a qualidade, e maior será o arquivo. Hoje, a maioria dos mp3 que vocês puxam pela internet está codificada num bit rate de 128 kbps. Digo vocês porque eu não faço isso. Pirataria é ilegal e sustenta o tráfico de drogas. Ou seja, pare. A não ser você não seja pego, ou goste de drogas.

Um arquivo comprimido a 128 kbps dará um tamanho final de menos de um décimo do tamanho original do arquivo, e ainda soará (para o grande público) como o arquivo original.

Como isso acontece? Se eles “jogam coisa fora” como ainda escuto tudo? O que foi jogado fora?

Primeiramente, vamos entender como um CD, por exemplo, funciona. O CD tem informações digitais armazenadas. Essas informações estão sem compressão, em alta resolução. Quando o CD é criado, a música é sampleada 44.100 vezes por segundo. Cada sample tem 2 bytes (16 bits) de tamanho. Além disso, o som é gravado duas vezes: para o canal direito e esquerdo do som (stereo). Assim, o CD, que tem em média 740 megabytes, para cada segundo de música está armazenando 44.100 x 16 x 2 bits = 1.411,200 bits por segundo ou 176,000 bytes. Em uma música de 3 minutos, isso dá mais ou menos 32 mega por música. Assim, 740 megabytes dividido por 32 mega, dá 23 e algo. Então, cabem 23 músicas não comprimidas de 3 minutos num CD normal.

Está explicado porque aquele seu  CD do Pink Floyd era duplo. Não era só pra lhe cobrarem mais caro.

Então, como o MP3 faz?

Bom, primeiramente, é necessário entender que a audição humana não é perfeita.

Existem sons que não escutamos. Existem sons que escutamos melhor. E, se ouvirmos dois sons em freqüências diferentes ao mesmo tempo, apenas vamos ouvir o mais leve. Então, o que o MP3 faz é “tirar” aquilo que não vamos escutar mesmo. (explicação beeeemm simplificada)

using-cd-as-a-mirror

A audição humana apenas percebe sons mais ou menos entre 16z e 16.000hz. Sons acima e abaixo dessa freqüência não serão escutados (pense no apito para cães). Assim sendo, essas partes podem ser retiradas, sem prejuízo para a percepção do som.

Existem também algoritmos de compressão variável ao longo da música, entendendo-se que algumas partes da música são mais simples, e podem ser mais comprimidas, enquanto outras terão um bit rate maior.

Hoje, usamos o termo MP3 pra tudo, mas na verdade há outros encoders, mais recentes, e melhores (embora muitos deles sejam proprietários, e tenham DRM (Digital Rights Management) como forma de combater a pirataria.

Bom, pra variar, me alonguei. E, evitei entrar na questão técnica mesmo por uma série de motivos. Primeiramente, porque não é este o escopo deste blog, e essa informação está disponível na net. E, porque trata-se de algo complexo (em um certo momento, li o termo “psychoacoustic”)  e acho que você, caro leitor, não conseguiria entender as filigranas envolvidas (tá, tá, eu também não…).

Foi mais pra dar um ideia sobre o assunto, e porque estou preso no trabalho, sem vontade de produzir, e o blog anda meio às traças.

ralphipod1

Comic of the Day

August 12th, 2009 Sami No comments

Genial! Cortesia da Kika, e de Cyanide e Happiness (www.explosm.net)

cyanide

ps. Tem post pra sair, galera. Não desistam da gente, rs..