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Archive for the ‘Jogos’ Category

It´s a deal…

July 27th, 2010 vladprado 2 comments

Estive pensando no que postar no blog há pelo menos 40 dias e minha mente vagava sempre para coisas mirabolantes que fariam eu parecer um sujeito ‘cool’. Depois de tanto me aprofundar, eis que cheguei à brilhante conclusão de que não sou nem um pouco criativo ou coisa do tipo.

Como resolver este problema? Simples. Resolvi falar de algo que me ocupou por algum tempo nas últimas 36 horas. Preferi falar sobre o Monopoly Deal, um jogo de cartas da Hasbro, com o qual me diverti na casa dos amigos ao ponto de no dia seguinte sair para comprar um para jogar em casa com a esposa.

O jogo é divertido, fácil de aprender e tem partidas rápidas que permitem que no espaço de, digamos, 1 hora possam ser realizadas várias pequenas partidas que, a medida que a pessoa se acostuma com o esquema do jogo, se tornam mais disputadas e divertidas.

Quem ainda não viu, e tiver o interesse, pode ler sobre o jogo na wikipedia ou no site da própria Hasbro. O jogo é barato (R$ 9,99 na Rihappy) e garatirá diversão em dupla ou com uma turma de amigos.

Ps.: Até que não foi tão difícil escrever um post, difícil vai ser arranjar quem leia.

I put on my robe and my wizard hat….

June 20th, 2010 Sami No comments

Bem, lá vamos nós na nossa tentativa de ressuscitar o The Sheldons. Hoje vou escrever sobre algo bem próximo a nós. Mais especificamente, sobre algo que vamos começar essa semana: vamos jogar RPG.

“Nós”, no caso, significa: Eu, Shayani, Kika, Rodrigo (todos membros desse blog) e Cristiane (minha peguete, rs). Nosso mestre será o Estimado Defensor Público, doutor Alexandre Cabral.

Embora nosso mestre (ou nerd-mor) tenha bastante experiência no assunto, nós somos praticamente virgens. Eu e Shayani participamos de outro jogo, que parou no meio, mestrado pelo Cabral que, sinceramente, foi uma das coisas mais divertidas que já fiz na vida. O Rodrigo acho que já jogou também outros jogos, mas imagino que tenham sido RPG de Pokemon, então não vale. Kika nunca jogou (???) embora seja nerd o suficiente pra compensar isso. E a Cris será a verdadeira novata do jogo. Ou seja, ela provavelmente vai matar o mestre final, sem querer.

O sistema escolhido, no intuito de fugir um pouco das convenções básicas de D&D-fantasia-eu-sou-um-elfo-ranger-I-put-on-my-robe-and-my-wizard-hat, vamos jogar o World of Darkness, ou WOD.

Nunca vi um jogo de RPG na "Terra das strippers bissexuais ninfomaníacas"

Jogo será em Brasília, nos tempos atuais. A idéia é jogar num mundo mais próximo da nossa realidade, até pra facilitar a vida de quem não tem experiência no jogo. Ao mesmo tempo, há um componente de sobrenatural no jogo, embora ainda não saibamos como isso vá se manifestar (Eu continuo torcendo por zumbis, mas já senti que sou voto vencido).

How cool would that be?

Fizemos questão de manter os históricos dos personagens em segredo, pra manter a espontaneidade do jogo. Ainda assim, seguem breves comentários sobres os personagens:

-         Bianca Sofia (Cristiane) é uma agrônoma. Não tenho certeza o que faz uma agrônoma ou, principalmente, porque podendo ser qualquer coisa, alguém escolheria ser uma. Mas, nao fico supreso que ela tenha escolhido uma profissao riponga e, ela sabe o que faz e, se em algum momento do jogo estaremos bem servidos se precisarmos de alguém que:

  • In particolare, l’agronomo applica le proprie competenze tecniche per guidare gli interventi dell’uomo sui fattori che determinano qualità e quantità della produzione agricola e zootecnica. L’agronomo s’interessa anche degli aspetti economici ed ecologici legati all’ambiente urbano ed extra-urbano. (fonte: Wikipedia. Não tinha em português, e fiquei com preguiça de traduzir)

"Agrônoma, sei..."

-         Carlos Celso (Rodrigo) é um mestre de obras. Logicamente, será repetidamente chamado de pedreiro e bóia-fria ao longo do jogo. De acordo com a Kika, ele tem é feinho, de bigodinho, cabelo crespo. Assim como com o Rodrigo, ele não falou muito ainda, e sabemos pouco sobre ele.

Trabalhando sem camisa, tirando onda...

-         Lorena (Kika). Tá, tá, é Luna. Prefiro Lorena. A personagem dela é bartender/dona de bar. Não entendi porque a dona do bar ainda trabalharia de bartender full time. Vou presumir que ela cuida do boteco, e tira onda de bartender. Ainda assim, ela mexe com bebida alcoólica, o que é sempre positivo. Se bem entendi, ela é famosa, bem sucedida, bem relacionada, simpática. Acho que a Kika entendeu que a idéia é aproveitar, e fazer alguém diferente da gente mesmo.

That's what she said.

-         O que me traz a João dos Passos (a.k.a. Johnny Walker), o personagem do Shayani. Ele também é bastante social, bem relacionado, falador, canastrão. Freud explica. Aposto que ele tem cabelo. Ele é promoter/playboy/Paulinho Madrugada. Acho que será hilário ver o Shay representar alguém tão diferente dele. Sei que me diverti muito com Aschgar, o bárbaro dele no outro jogo (ENOUGH TALK!!!).

Imagino que ele se veste assim....

-         E, por fim, temos o Padre Roberto Inácio O´brien, o meu personagem. Pra quem não me conhece, a idéia era representar alguém bem diferente de mim. Ele é religioso, não bebe, não fuma, e é uma boa pessoa. Precisarei de todo meu talento dramatúrgico. Como personagem mais velho do grupo, acho que caberá a ele salvar as demais almas perdidas, principalmente a da Lore…err, da Luna.

The body and blood of Christ.

Pretendemos filmar nosso jogo e disponibilizar pro(s) nosso(s) leitor(es). Provavelmente haverá algum tipo de edição, mas a maioria do vídeo entrará. Serve de teste pra projetos futuros que temos de colocar mais podcasts e vidcasts por aqui.

Acho que por hoje, é só. À medida que jogo for andando, vamos postando coisas por aqui, comentários sobre o jogo, videos, melhores momentos, etc. Espero que gostem.

O que deve acontecer...

Copa do Mundo 2010 – A Verdadeira Escalação

June 18th, 2010 Fernando Shayani No comments

Recebi esse e-mail com a verdadeira escalação de todos os times da Copa do Mundo da África do Sul 2010 através da Kika, que recebeu de não-sei-quem, que também recebeu de outro não-sei-quem. Ou seja, virou domínio público.

GRUPO A

ÁFRICA DO SUL – Hakuna, Matata, Zuma, Pumba e Simba. Tshabalala, Lalalala e Trololo. Zulu, Zilu e Vuvuzela. Técnico: Zamunda

MÉXICO – Zapata, Godines, Cirilo e Racha-Cuca. Jose Cuervo, Jaiminho, Girafales e Hector Bonilla. Taco, Roberto Bolaños e Speed Gonzáles. Técnico: Don Ramón

URUGUAI – Mujica, Bujica, Canjica e Cojones. Mate, Artigas, Ortega e Urtiga. Loco Abreu, Loco Mia e Olocomeu. Técnico: Eduardo Galeano

FRANÇA – Mondieu, Sacrebleu, Blasé e Sauté. Abatjour, Monamour, LeParkour e Monbijou. Ribéry, Tresjolie e Lingerie. Técnico: Sauvignon

GRUPO B

ARGENTINA – Maricones, Boludo, Quilmes e Chorizo. Alfajor, Tango, Travestido e Verón. Palermo, Panaco e Babaco. Técnico: Extraño Mano de Dios

NIGÉRIA – Motumbo, Djeba, J’romba e Bengala. Kanu, Kani, Goku e Paunoku. Obinna, Ilê e Ayê. Técnico: Obaluayê

COREIA DO SUL – Kim Sam-Sung, Kia, Hy Un-Dai e Kun Gui-Fu. Park Ji-Sung, Park Damo-Nika, Park Guin-Le e Jurassic Park. Dae-Woo, Wong-Fu e Sal Sifu-Fu. Técnico: C.G. Jung

GRÉCIA – Onassis, Sócrates, Hermócrates e Hipócrates. Katapoulos, Kataploft, Katapimba e Christos. Churrasco grego, Beijo grego e Arroz a grega. Técnico: Homero

GRUPO C

INGLATERRA – Lancaster, Worcester, Montgomery e Wiltshire. James, John, Paul e George. Cleese, Big e Ben. Técnico: George Martin

ESTADOS UNIDOS – Bacon, McMuffin, Yogoberry e Cheddar. Yummy, Dummy, Brandon e Brian. Gonzales, Hernandez e Lewinsky. Técnico: Kissinger

ARGÉLIA – Sahid Zidane, Ahmed Zidane, Nadir Zidane e Zinedine Zifoda. Kareem, Khaled, Kebab e Kabid. مدينة الجزائر, أحمد e ويحي. Técnico: Habib’s

ESLOVÊNIA – Bronquič, Rinič, Bursič e Sinusič. Šeliga, Šetoca e Šemanca. Popovic, Twitpic, Prezunic, Ljubeyjafjalajokulj anic e Tededic. Técnico: Mobdic

GRUPO D

ALEMANHA – Sauerkraut, Strudel, Heinzbein e Kasseler. Adolph, Lager, Aftazarden e Weissfüder. Ingo Hoffman, Diego Alemão e Schumacher. Técnico: Heinz

AUSTRÁLIA – Dundee, Kookaburra, Koala e Kangaroo. Hugh, Jackman, Heath e Ledger. Sidney, Taz, Priscilla e Bloomin’ Onion. Técnico: Hugo Weaving

SÉRVIA – É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet e Stanković. Técnico: Dejan

GANA – Mandingo, Sahafo, Trihpé e J’boiah. Abedi Pelé, Abedi Garrincha, Abedi Tostão e Asamoah. Eric Addo, Atordo Addo e Vi Addo. Técnico: Milton Nascimento

GRUPO E

HOLANDA – Van Halen, Van der Wildner, Van pirata e Van Do. Van Geleonel, Van der Lee, Van der Cleidson e Marcelo D2. Heineken, Phillips e Tiësto.Técnico: Maurício de Nassau

DINAMARCA – Andersen, Kierkegaard, Viggo Mortensen e Bohr. Fodamsen, Danensen, Ferrensen e Sevirensen. Nhá Benta, Língua de Gato e Scooby Doo. Técnico: Danish Cook

JAPÃO – Jaspion, Jiraya, Change Dragon e Hello Kitty. Haikai, Tamagochi, Sudoku e Wasabi. Keropi, Kotoko e Misha Ria. Técnico: Içami Tiba

CAMARÕES – Pitu, Krill, VG e Cinza. Sete Barbas, Rosa, Da Malásia e Lagostin. Risole, Empadinha e Bobó. Técnico: Sr. Sirigueijo

GRUPO F

ITÁLIA – Polpettone, Pomodoro, Tagliatelli e Frescarini. Bocchetti, Bolagatto, Pugnetta e Brogna. Donatello, Mario e Luigi. Técnico: Tony Ramos

PARAGUAI – José Lugo, Carlos Lugo, César Lugo, Ramón Lugo e Roque Lugo. Sorny, Mike, BleckBarry e Hi-Phone. Perla e Adelaide. Téc: PolyStation

NOVA ZELÂNDIA – Peter, Jackson, Russel e Crowe. Froddo, Legolas, Aragorn e Smigol. Wellington, Kiwi e Jaca Paladium.

ESLOVÁQUIA – Swarowský, Deuokusemký, Hondačívik e Robotnik. Bratislavský, Holosko, Homalusko e Hamuleske. Extcheco, Ralatchan e Ralatcheca.

GRUPO G

BRASIL – Zé Carioca, Carmem Miranda, Blanka e Buenos Aires. Samba, Bunda, Caipirinha e Capoeira. Allejo, Pelé e Bündchen. Técnico: Lula da Silva

COREIA DO NORTE – Ping, Pong, King e Kong. Long, Dong, Yin e Yang. Tang, Pak Man e Don-Keey Kong. Técnico: Kim Jong-il

COSTA DO MARFIM – Jotalhão, Dumbo, André Marques e Ronaldo. Romaric, Bebetic, Ebony e Ivory. Drogba, Merdba e Porrba. Técnico: Djosso Ares

PORTUGAL – Manoel, Joaquim, Manoel Joaquim e Joaquim Manoel. José Maria, Vasco, Roberto Leal e Ovos Moles. Baiano, Ceará e Paulista. Técnico: Saramago

GRUPO H

ESPANHA: Almodóvar, Franco, Hernán Cortés e Paella. Iniesta, Iniaquela, Fábregas e Nádegas. Banderas, Bardem e Julio Iglesias. Técnico: Pablo Picasso

SUÍÇA – Patek Philippe, Tissot, Nestlé e Lindt. Toblerone, Emmental, Rousseau e Federer. Fondue, Canivete e Limonada. No banco: Paulo Maluf

HONDURAS – Canales, Rios, Riachos e Valones. Palacios, Castelos, Casas e Barracos. Zelaya, Zemayer e Porfírio Lobo. Técnico: Celso Amorim

CHILE – Rojas, Moai, Marcelo Ríos e Casillero del Diablo. Merlot, Malbec, Cabernet e Pinot Noir. Santa Helena, Concha e Toro. Técnico: Pablo Neruda

The Great Scam

July 17th, 2009 Sami 4 comments

eve_online_logo_qjpreviewthO assunto de hoje, caros geeks, é EVE ONLINE (sim, assim em maiúsculas). É um MMORPG para o PC, antigo, já… Nunca joguei, e não conheço ninguém que tenha jogado.

Porque estou então escrevendo sobre o jogo, vocês me perguntam? Bom, li hoje um artigo na 1up sobre “confiança em videogames”. O artigo é curto, mas a premissa é interessante. Trata de como os jogos tratam da interação entre os jogadores, ou mesmo entre o jogador e os NPC (non playable characters), e como os laços de confiança sao criados/destruidos.

Cita inclusive um jogo que joguei: “John Carpenter´s The Thing”, em que os personagens que o jogador encontram podem ou não ter sido infectados pela “coisa”. Assim, você nunca sabe se o cara do seu lado vai lhe ajudar, ou tentar comer você (literalmente falando. espero). O jogo não é grandes coisa, mas tentou inovar.

Logicamente, a questão de confiança se torna muito mais prevalente em MMORPGs em que você interage com outros humanos, e que trabalham em conjunto atrás de um objetivo. Como manter uma confiança virtual em alguém que você não conhece na vida real? Num FPS qualquer, isso não é essencial, pois não se costuma permitir “player killing”, e quando isso ocorre, você morre, e logo volta. Mas, em alguns jogos, como WoW, isso envolve recursos do jogo, centenas de horas de jogo perdidas, itens raros….

Mas então, sempre achei interessante essa questão do Virtual x Real. Não estou afim de aprofundar o assunto, até porque poderia escrever 10 páginas e ninguém comenta mesmo, mas quis colocar pra vocês aqui duas situações ocorridas em EVE ONLINE, sobre as quais li anos atrás.

isk1

Pelo que pude entender, o jogo lhe permite adotar diferentes ocupações no espaço, comprar suas naves, fazer trocas, juntar seu dinheiro virtual (isk). O que é interessante é que há um real componente capitalista envolvido. Você pode criar corporações, realizar negócios, produzir bens, etc. E, como acontece em todos os MMOs, eventualmente isso entra no mundo real, e pessoas passam a vender itens virtuais (na verdade, suas horas de trabalho e investimento pessoal para conseguir os bens) por dinheiro real.

Na primeira situação, uma guilda de assassinos foi contratada para matar a CEO de uma das maiores corporações do jogo. Eles passaram um ano preparando o ataque, colocando seus membros em posições chave da companhia para, sincronizadamente, roubar todos seus bens, e matar a CEO.  O relato dessa estória está aqui. Infelizmente, não encontrei o relato em formato melhor do que o do link: são 4 imagens (scans das páginas da revista). Mas, dá pra ler, e a reportagem é curta (4 páginas) embora não explique exatamente como o ato foi feito, traz declarações de membros da guilda, uma listagem do prejuizo causado, e o dinheiro envolvido…

A segunda situacao é, para mim, mais interessante. Trata de um golpe financeiro aplicado por dois jogadores, conhecido como “The Great Scam”   Embora o prejuizo causado seja exponencialmente menor, o texto é muito legal porque foi escrito pelo próprio realizador do golpe. Assim, ele descreve, passo a passo, como ele foi feito. O cara escreve muito bem (tá em inglês, claro) e se torna uma leitura prazeirosa (pelo menos pra mim, geek). O texto tem 18 folhas, e pode ser baixado aqui. Sei que vocês reclamam que meus posts são longos, e essa leitura realmente é longa, mas gostei muito do texto. Como eu sei que vocês são preguicosos, e não vão nem clicar no link, coloco abaixo um pequeno trecho do texto:

This is a story of deception, intrigue, and doublecrossing. It is a story of liars, bandits, and greed. It is a story of the worst of the human condition, and how the motive for profit will drive a normally nice guy to the deepest depths of evil and betrayal.

This is the story of my life in Eve Online.

“We would like to remind the players of Eve Online that game masters are unable to assist players who have been involved in any sort of scam. We have taken measures to prevent scamming by making it easier for corporations to see exactly who has access to the shipyards and equipment pools, but it is up to the officers of the corporation themselves to ensure that they fully trust the individuals they recruit.”

I called Trazir again and told him about the things I had just read. We had a nice long talk, and our planning commenced.

The possibilities were tremendous. I could think of so many potential ways to make an unethical profit that it made my head hurt, and for once, I welcomed the pulsing pain. Horatio Alger’s spirit was alive that day, and I reveled in it. Since trading, our only source of income, was now so dangerous that it would be fruitless over a long term period of time, neither Trazir nor I had any moral qualms about screwing somebody else out of their money. After all, it was a dog eat dog universe, and the only ones who made it to the top were the ones who did so by any means possible.

scam23

Bom, acho que era isso. Tenho certeza que existem outras situações de golpes aplicados em jogos no mundo virtual, e apreciarei se as encaminharem pra mim. Esses do EVE ONLINE chamaram minha atenção por terem sido feitos dentro das “regras” do jogo, sem utilizar-se de nenhum outro artifício. Tanto que os próprios administradores do jogo se pronunciaram dizendo que não fariam nada a respeito.

É claro que, para os jornais, dá mais ibope escrever que “Hacker rouba milhares de dólares em jogo virtual”. Mas, nos casos em que citei o que houve foi uma atividade, realizada dentro das “regras” do jogo, em que bens virtuais foram surrupiados. Esses bens virtuais, que logicamente não deveriam ter valor, só são acessíveis através de muito trabalho e tempo. Então, de acordo com o velho Adam Smith, eles passam a ter valor financeiro. Assim, a manchete certa seria: “Jogador de EVE Online consegue x milhões de isk, que, se vendidos no mundo real, corresponderiam a…”  Mas, qual seria a graça, né?

Ainda assim, vários jogadores perderam coisas que lhe tomou meses de “trabalho”.  Lembra como você fica quando o Word trava, e você perde uma hora de texto que não salvou? (usem o autosave, crianças). Então, imagina como eles ficaram…

A questão do “crime” no mundo virtual é algo que me fascina, e adoro conversar a respeito. Mas vou parar, porque o post já está, de novo, longo.

No fim, a regra, tanto no mundo real como no virtual é de que: “se algo parece bom demais pra ser verdade, provavelmente o é.” Ou, melhor ainda, como se diz na minha terra: “camarão que dorme, a onda leva”.