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As bad as I wanna be

November 7th, 2008 Sami Leave a comment Go to comments

Olá. Como eu havia dito na introdução ao blog, escreveremos aqui sobre coisas que nos importam, ou que tenham alguma relação com algo atual na nossa vida. Como já deve ter ficado óbvio para quem viu o post sobre Puzzle Quest, eu gosto de jogar videogame. (insira aqui a piada sobre eu ser nerd, só para se dar conta de que eu já admiti isso por livre e espontânea vontade, e sua piada ficou sem objeto).

Por isso, o post de hoje é sobre o meu atual vício (e o que, no momento, tem me impedido de fazer outras coisas, mais produtivas e menos divertidas, como estudar e malhar). Então, trata-se de um jogo para PS3, chamado Fallout 3.

O jogo é feito pela Bethesda, a mesma empresa que fez Oblivion: Elder Scrolls IV (ficaram na mesma, né?), e demorou 4 anos sendo feito. Minha opinião: valeu a pena.

Quem já jogou Oblivion sabe como são os jogos da Bethesda: Action RPGs que se passam em um mundo imenso (pra vocês terem uma idéia, os usuários criaram uma página wiki para todos os temas relacionados ao jogo, incluindo até um mapa ao estilo google maps.

Fallout não é um jogo que se sustenta nos gráficos. O que é ,pelo menos pra mim, fascinante é a imensa quantidade de conteúdo do jogo, a liberdade que ele te dá. Você pode passar literalmente centenas de horas jogando, e nem tocar na história principal do jogo.

Explique-se: você começa a jogar. Algo na história lhe diz para ir para a cidade X, falar com tal pessoa. Você, como bom rebelde, decide ir pro lado oposto. Você pode explorar diversas cidades, conversar com pessoas, aceitar missões, buscar itens, aprender novas habilidades. Eu li relatos de pessoas com milhares (!!!) de horas de jogo em Oblivion, apenas passeando, aumentando seu nível, adquirindo propriedades. Logicamente, tudo tem um limite. Existem os nerds, e existem os maníacos.

Fallout 3 continua a história de Fallout e Fallout 2 (dã!), jogos antigos pro PC, cujo tema central é a idéia de um mundo pós-apocalíptico, destruído pela guerra. As únicas populações que sobreviveram foram aqueles que, antes das explosões das bombas, se esconderam em bunkers (vaults) chamados de Vault Dwellers. (pelo menos, é o que achamos, que não existe mundo fora dos Vaults) Para uma ótima retrospectiva dos jogos anteriores, clique aqui.

Em Fallout 3 , a primeira cena do jogo é você nascendo (eu fiz uma menina branca, de cabelos vermelhos, chamada O´brien). Você começa escolhendo os seus atributos (SPECIAL – Strenght, Perception, Endurance, Charisma, Inteligence, Agility e Luck). Isso afeta bastante como seu personagem vai interagir com o mundo. IMAGEM

O jogo pula para seu aniversário de 10 anos. Depois para seus 16, quando (SPOILER ALERT), seu pai sai do Vault. O “diretor” do Vault resolve descontar em você (lhe matar). Você foge do Vault, após encontrar uma gravação do seu pai lhe dizendo para não seguí-lo (ou seja, vamos seguí-lo).

A cena de você saindo do Vault, seus olhos se acostumando à luz, você vendo o mundo destruído (mais precisamente, Washington, DC) é genial. Ali está um mundo inteiro á sua frente, você pode ir pra onde quiser. (Isso é uma coisa genial do jogo: duas pessoas que jogam exatamente o mesmo jogo podem ter experiências completamente diferentes, seja por escolher personagens diferentes (um cara forte, bom de briga e armas, em oposição a, por exemplo, um cara bom de papo, e bom em roubar e andar sem ser visto), seja por aceitar objetivos diferentes, resolver as situações de
forma diferente.

Por mais que o jogo seja aberto, algumas coisas são constantes: você anda pelo mundo, fala com as pessoas, mata inimigos (com dezenas de armas variadas. Um dos melhores momentos até agora foi cortar a cabeça de um cachorro com uma espada. Calma, era um cachorro radioativo!).

Diferentes situações surgem, e você lidar com elas de forma positiva (ajudando alguém, pagando por serviços, etc) ou negativas (roubando as pessoas, matando o vendedor pra pegar os itens deles e, minha favorita: entrar na casa das pessoas, roubar tudo que tem lá dentro, e depois revender) Isso afeta seu karma, o que afeta o tipo de pessoa que se liga a você (não consegui contratar um mercenário porque sou bonzinho demais. E, eu já roubei, matei, e estou atualmente procurando escravos pra vender, então imagina como agem os jogadores “maus”)

Suas habilidades crescem com o tempo (forçar determinadas portas, entrar em determinados computadores, atirar melhor, convencer as pessoas, etc) e novas partes do jogo vão se abrindo, ampliando ainda mais o leque de possibilidades.

Essa é uma explicação por cima do jogo. Quem quiser saber mais, sugiro: http://fallout.wikia.com/wiki/Portal:Fallout_3 e http://en.wikipedia.org/wiki/Fallout_3

Me despeço com um dos momentos interessantes pelo que passei no jogo, pra lhes dar uma idéia das possibilidades do jogo:

Eu saí do Vault. A cidade mais próxima é Megaton (assim chamada porque existe uma bomba atômica não detonada no meio da cidade – com direito a uma igreja que a venera, e tudo). Chego lá, para procurar informações sobre meu pai. Logo descubro que Moriarty, o dono do bar, é quem manda na cidade (embora o xerife me diga que é ele). Moriarti fala que sim, meu pai esteve lá, mas só vai me contar se eu pagar pra ele 100 tampinhas de garrafa (até existe dinheiro de verdade no jogo, mas a moeda corrente em Fallout soa tampinhas de garrafa). Eu digo que é muito. Ele aumenta o preço pra 300 (ele não virou o dono do bar à toa, rs). Eu não aceito. Converso com o rapaz desfigurado que trabalha como barman. Como eu trato ele bem, ele topa me vender coisas mais baratas, mas não me conta as informações de que preciso (se meu Speech fosse mais alto, talvez tivesse). Tem uma prostituta no bar. Eu levo ela pro quarto (lembrando, meu personagem é mulher), e pergunto as informações de que preciso. Ela se recusa a me contar. Tento intimidar ela. Ela fica braba (minha força não é alta o bastante) e vai embora, sem prestar o “serviço” ou me devolver o dinheiro. Continuo precisando da informação. Descubro que o Moriarty tem um computador no quarto dos fundos, mas meu Science não é alto o suficiente pra hackear ele. No entanto, o meu Sneak é alto o bastante pra roubar a chave do Moriarty sem ele ver, e pra forçar a fechadura do escritório dele à noite. Com a chave, abro o armário dele, e descubro a senha do computador dele. Descubro que ele tem uma “ficha” sobre vários membros da comunidade, inclusive coisas sobre meu pai. Descubro que ele foi atrás do Three Dog, o responsável pela manutenção de uma das últimas rádios que funcionam no mundo.

Na minha saída da cidade, encontro um homem que me oferece bastante dinheiro se eu topar ativar a bomba atômica no meio da cidade. Eu gosto de dinheiro. Estou pensando seriamente em topar. Se eu for fazer isso, provavelmente devo roubar todo mundo antes, não faria sentido destruir tantos itens úteis, não?

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  1. November 7th, 2008 at 15:04 | #1

    Você é uma menininha ruiva?

    Eu sabia!

  2. November 19th, 2008 at 17:56 | #2

    Update:

    http://planetfallout.gamespy.com/maps/1/Capital-Wasteland

    Saiu um google maps do jogo.

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